Por que existe sofrimento?

Por que existe sofrimento?

Todo sofrimento é fruto de esquecimento de Deus.
Por que sofro? Talvez seja por causa de meu corpo. É meu corpo que sofre quando está quente demais ou frio demais. É meu corpo que experimenta fome e sede. Quando ossos quebram, músculos ficam doloridos ou sou atacado por um vírus, é meu corpo que está sofrendo.
Ou talvez seja minha mente. Minha mente é que tem temores e anseios. É minha mente que tem que lidar com desejos, frustrações e decepções.
Mas de acordo com as escrituras védicas, o corpo e mente são apenas coberturas grosseiras e sutis da alma. A alma, nosso verdadeiro “eu”, nunca fica com calor ou frio, nunca quebra ou fica dolorida. Mas quando o espírito se identifica com o corpo, esquecendo-se de sua real posição, aí abrimos o caminho para todo tipo de sofrimento.
Todos querem ser felizes. Essa é a natureza da alma. A alma tem três qualidades básicas: é eterna, plena de conhecimento e bem-aventurada. Por isso que não queremos sofrer ou morrer e é por isso que somos curiosos sobre o mundo a nossa volta. Mas tem um problema: como pode um ser espiritual ser feliz num mundo material?
Se tirarmos um peixe da água, não importa que tipo de arranjo faça para seu conforto, o peixe irá sofrer. O peixe morrerá. E como somos seres espirituais, por natureza não podemos ser verdadeiramente felizes no mundo material, que é descrito por Deus como sendo um lugar temporário e cheio de misérias.
Quanto mais esquecidos de Deus estamos e quanto mais distante do Divino são nossos desejos e atividades, mais sofreremos. Temos livre arbítrio e, portanto, temos que encarar os resultados de nossas escolhas. Isso se chama a Lei do Karma.
Mas com uma visão correta sobre o verdadeiro “eu”, o corpo, o mundo material e Deus, podemos aprender a nos elevar além da identificação corpórea, mesmo enquanto habitamos esse corpo. Conseqüentemente, conseguimos gradualmente nos tornar imunes ao sofrimento e, por fim, cessá-lo totalmente, restabelecendo nossa posição espiritual pura original.

X