Uma Nova Visão da Evolução

Uma Nova Visão da Evolução
Será necessário algo mais que princípios físicos para justificar a origem das espécies
Hoje muitas pessoas aceitam a idéia indubitável de que o homem surgiu de espécies inferiores pelo processo da evolução. Se a pessoa sugerir algo contrário, corre o risco de ser rotulado de completamente ignorante acerca das verdades da vida na terra.

Darwin tem o crédito de ter sido o primeiro proponente de um mecanismo físico plausível que explicaria a variedade das formas da vida que observamos no mundo em nosso redor. Evolução, como ele a explicou, está baseada nos princípios binários de variação e seleção natural. Quando os membros de uma espécie se reproduzem, ele argumentou, há variação entre os representantes individuais das espécies. Alguns destes são melhor equipados para sobreviver no seu ambiente particular, e portanto suas qualidades são selecionadas e transmitidas para os seus descendentes. Com o passar do tempo, estas alterações nos organismos são suficientes, de acordo com a teoria da evolução, para resultar em alterações das espécies.
Desde a época de Darwin, o conceito de variação tem sofrido algumas alterações. Os evolucionistas modernos acreditam que as mutações nos genes produzem as variações, as quais as forças naturais selecionam para a sobrevivência. (Darwin não conhecia a genética.) Os evolucionistas têm considerado vários tipos de variações genéticas — mutação de ponto, recombinação genética, e desvio genético aleatório, por exemplo — mas todas estas se encaixam na ampla classificação de variação aleatória. E, até hoje, o único princípio aceito como dando direção ao processo evolutivo é a seleção natural. Assim, os princípios básicos de Darwin de variação aleatória e seleção natural ainda são os fundamentos do pensamento evolucionista.
Os evolucionistas de hoje ainda concordariam com as seguintes declarações de Darwin: “Não vejo qualquer dificuldade em uma raça de ursos sendo transformada, através da seleção natural, em cada vez mais aquática em seus hábitos, com bocas cada vez maiores, até que uma criatura se torne tão monstruosa quanto uma baleia.” E, ”qual é a dificuldade especial para se acreditar nos descendentes modificados do pingüim, os primeiros a serem capazes de se agitar ao longo da superfície do mar como o pato madeireiro-encabeçado, e no final subir até à sua superfície e planar no ar?”
Pode parecer razoável a alguns — que ao longo de milhões de anos, ursos se transformem em baleias. Mas foi isto o que de fato aconteceu? E até mesmo mais importante, há qualquer real razão científica para supor que pudesse acontecer deste modo, mesmo teoricamente? Uma revisão objetiva dos fatos sugere a alguns observadores que a resposta a ambas as perguntas definitivamente é não. Neste momento, como mostraremos, não há nenhuma fundamentação válida para se insistir que a evolução é a única possível explicação para a variedade de formas vivas que vemos hoje.
Muitas pessoas pensam que a única alternativa para a evolução darwiniana seria alguma forma de criação bíblica. Entretanto, há muitas alternativas, inclusive conceitos de uma engenhosa inteligência universal diferente daquela apresentada pelos cristãos fundamentalistas e conceitos de evolução diferentes daqueles propostos por Darwin.
Não obstante, a grande maioria dos cientistas põe-se a postos para defender a evolução contra qualquer conceito alternativo. Eles propagam amplamente o slogan “a evolução não é uma teoria, mas um fato”. Esta declaração insinua que eles ultrapassaram o nível de teoria, quando na realidade eles não alcançaram sequer o nível de teoria genuína em sua discussão sobre a evolução. Realmente, a teoria da evolução, como até o momento se coloca, não explica de fato — no rigoroso sentido científico da palavra explicação — como uma espécie se transforma em outra.
Quando os cientistas falam de evolução, eles querem dizer que todas as espécies que vemos ao nosso redor hoje em dia vieram geração após geração a partir de um organismo unicelular primordial. Todas as variações nas diferentes formas de vida ocorreram supostamente através de processos evolutivos governados pelas leis físicas, tais como elas se aplicam na biologia e na química. Portanto, a evolução darwiniana se baseia na todo-abrangente estratégia básica da ciência moderna: reducionismo material. Neste caso, a vida é reduzida à química, e a química, por sua vez, é reduzida à física. Estas leis naturais são julgadas suficientes para explicar a evolução, e se diz que toda evidência disponível confirma que a evolução acontece na realidade como descrito acima. Isto exclui um plano inteligente de qualquer tipo.
Nas suas apresentações para o público, os evolucionistas são rápidos em se protegerem com o manto da razão e objetividade científicas. Eles reivindicam estar apenas examinando os fatos como eles se apresentam, e se os fatos indicarem conclusões diferentes daquelas que eles atualmente defendem, eles afirmam estar bastante preparados para alterar suas teorias. Entretanto, eles se recusam a assim proceder porque eles vêem evidência “esmagadora” ao seu favor. Como o paleontólogo Niles Eldredge, um principal porta-voz do pensamento evolutivo diz, a “evolução é um fato tanto quanto a idéia de que a terra tem a forma de uma bola”. Contudo, vejamos se a evidência é realmente tão “esmagadora” assim de que a evolução é um fato da mesma forma que a terra é redonda é um fato.
Nestes nossos dias é razoável se dizer que muitas pessoas que são financeiramente abastadas estão em uma posição capaz de obter evidência direta do fato de que a terra é redonda. Você pode ir até seu agente de viagens local, comprar uma passagem aérea em volta do mundo, e ver o que acontece. Digamos que você comece em Los Angeles e voe para o oeste pelo Pacífico, continuando pela Ásia e Europa. Eventualmente, você chegará à costa oriental da América do Norte, e em cinco ou seis horas você chega de volta a Los Angeles. Com esta experiência, não é desarrazoado para você concluir que a terra é um globo. Similarmente, munido com a idéia de que a terra é um globo, você pode explicar totalmente várias coisas — porque o sol nasce em tempos diferentes a longitudes diferentes, a progressão das estações, e assim sucessivamente. Estas predições não são vagas. Você pode calcular o momento exato do amanhecer e do pôr-do-sol em pontos distintos do globo com meses e anos de antecedência.
Tal verificação direta não existe no caso da evolução. Claro que, se você tivesse algum tipo de máquina do tempo pela qual pudesse voltar centenas de milhões de anos e então fosse capaz de fotografar um certo tipo de réptil chamado therapsids, e assim com as fotografias dos intervalos de tempo, acompanhasse como eles se transformaram gradualmente em mamíferos, primatas, e finalmente em homem, então isso seria uma sólida evidência da evolução. Ou então se você pudesse olhar para um animal hoje e fosse capaz de predizer como ele provavelmente iria evoluir daqui a um milhão de anos, e assim o acompanhasse no futuro em sua máquina do tempo e localizasse o desenvolvimento das espécies para ver se corresponderia às predições evolutivas seria alguma evidência significativa.
Claro que, depois de ver tantas figuras coloridas acerca da evolução em livros didáticos, muitas pessoas podem pensar que os cientistas disponham de tais máquinas do tempo. Na verdade, a evidência física do passado é bastante fragmentária, e, portanto, os cientistas confiam principalmente em especulação teórica. Assim, na ausência de confirmação sólida, deveríamos permanecer abertos para examinar várias teorias diferentes. Neste momento, a evolução não tem uma reivindicação exclusiva de ser a única explicação da variedade das espécies.
Não só há uma falta surpreendente de evidências derivadas da observação que confirmem a teoria da evolução, mas a própria teoria não está solidamente formulada o suficiente para garantir qualquer tentativa de confirmação. Uma característica principal de uma teoria científica válida é que ela oferece predições precisas; assim, da base teórica da evolução, a pessoa deveria poder deduzir certas coisas sobre o mundo observável. O que predizem os evolucionistas? O proeminente evolucionista Niles Eldredge, tentando responder este desafio, propôs duas previsões: deve haver uma hierarquia de formas biológicas e uma seqüência de fósseis organizada em uma ordem ascendente de desenvolvimento nos estratos da terra.
É compreensível que os evolucionistas gostariam que sua teoria fosse capaz de prever hierarquias de formas, porque todos nós sabemos que elas existem. No entanto, uma hipótese que envolve planejamento prediria a mesma coisa. Por exemplo, quando se cria uma composição, o autor começa freqüentemente escrevendo um esboço das idéias organizadas em ordem hierárquica. Hierarquias são um produto natural da mente. Nos veículos projetados por engenheiros, podemos ver também uma hierarquia de formas mecânicas: automóveis de vários tipos, caminhões, tanques, barcos, submarinos, aviões, etc. Todavia estaríamos incorrendo em erro supor que elas evoluíram uma da outra. Embora as máquinas possam ser organizadas em hierarquias, elas são todas separadamente projetadas e fabricadas. Portanto, hierarquias de forma não são uma prova de que a forma evoluiu de outra através de processos físicos de reprodução. Elas bem poderiam da mesma maneira ser aceitas como prova de uma inteligência criadora.
Os evolucionistas também predizem uma seqüência de fósseis. Entretanto, a teoria deles realmente prediz (com antecedência) a sucessão real, ou somente vem depois do fato? Imagine um evolucionista hipotético de outro planeta que chegasse à terra durante o período pré-cambriano, um tempo, se supõe, quando só algumas algas e bactérias primordiais existiam. Ele poderia ter predito com antecedência que a variação e a seleção natural iriam produzir aranhas e ostras? Por que não só mais e melhores algas e bactérias? A teoria da evolução não pode oferecer nenhuma razão para o fato de que, se a vida começou com uma única célula, agora temos elefantes e mosquitos. Os cientistas só podem apontar as espécies que existem agora e reivindicar que elas evoluíram. Eles não podem predizer qualquer organismo específico ou classe de organismos. Eles poderiam dizer que sua teoria apóia uma larga tendência dos organismos simples evoluírem para os mais complexos, mas esta reivindicação é excessivamente vaga e não exclui outras possíveis explicações.
Não obstante, em todas suas obras escritas e discursos, os evolucionistas insistem que a evolução aconteceu e que o fez tão-somente através de leis físicas naturais. Eles pensam que admitir outras causas — como uma inteligência criadora — é anticientífico. Mas as explicações que eles propõem em termos das leis naturais são anticientíficas porque ninguém ainda construiu modelos que mostrem até mesmo aproximadamente as fases da evolução progressiva dos organismos. Eles descobriram que os corpos físicos são máquinas moleculares complexas e dizem que estas máquinas moleculares complexas se desenvolvem através da modificação progressiva de outras máquinas moleculares complexas. Então, eles deveriam poder fornecer a exibição de modelos de como as transformações acontecem, em detalhes.
De que modo, por exemplo, certas enguias desenvolveram a capacidade de liberar poderosos choques elétricos? Uma mera onda da mão não bastará — modelos detalhados das alterações passo-a-passo deveriam ser fornecidos. Sem tais modelos, a teoria da evolução permanece uma idéia vaga fora do reino da verdadeira ciência. Se os evolucionistas dizem que esta é uma tarefa muito grande, então eles deveriam abandonar sua reivindicação de que sabem e provarem que os organismos procedem de outros organismos através de modificação. Eles simplesmente deveriam dizer que ainda não sabem ou entendem por que nós temos os tipos de seres vivos que existem hoje em dia.
Um modelo científico da evolução deveria levar em conta a genética, mostrando de uma maneira sistemática passo-a-passo como os genes determinam as formas físicas dos organismos. Por exemplo, um corpo humano que contém centenas de bilhões de células organizadas em estruturas complexas como o cérebro tem início a partir de uma única célula no útero. Portanto, como a informação genética contida no interior de um ovo humano fertilizado guia este complexo desenvolvimento? No momento, há contínuas, mas malsucedidas tentativas para propor modelos matemáticos que expliquem o processo que permanece um dos problemas não solucionados mais significativos da ciência moderna.
Se um modelo satisfatório for alguma vez desenvolvido, poder-se-ia então desenvolver explicações científicas rigorosas para a transformação de uma espécie em outra. Por exemplo, os cientistas dizem que por meio de mutações genéticas, os peixes pré-históricos se transformaram em anfíbios. Entretanto, se eles nem mesmo sabem como a forma do peixe foi obtida de seu próprio material genético, qualquer coisa que eles afirmem sobre o peixe ter se transformado em uma forma de anfíbio é tido como altamente especulativo — falando de uma maneira prática, uma imaginação.
Para se pôr a teoria da evolução em chão firme, modelos matemáticos de como os genes se transformam em forma física é absolutamente essencial. Sem tal modelo, há apenas histórias vagas sobre a evolução. Estas histórias não podem fornecer quaisquer previsões consistentes e prováveis, e quando elas tentam aplicar o fato às observações, são tão flexíveis que podem ser adaptadas a qualquer jogo imaginável de dados. Em contraste, um modelo matemático dá predições definidas que podem ser comparadas com evidência e assim podem ser provadas ou contestadas.
Se tais modelos existissem, poderia ser possível usar computadores suficientemente poderosos para determinar o que poderia acontecer quando um conjunto específico de informação genética é modificado aleatoriamente em concerto com certas regras seletivas. Se estas modificações preditas no modelo, na realidade, resultassem em alterações físicas que correspondessem às relações observadas entre as espécies, então poderíamos dizer que a evolução tinha sido elevada de fato ao nível de uma ciência.
Mas este não é o caso. Até o presente, não existem quaisquer modelos que façam predições definidas sobre a evolução. Na realidade, os evolucionistas não têm certeza sobre o que eles gostariam de prever. Contradições abundam. Por um lado, o estudante da evolução pode encontrar declarações de que o resultado do processo da evolução é completamente uma questão do acaso. E por outro lado, há declarações de que o resultado é bastante determinado por processos físicos que envolvem a seleção natural. Na evolução humana, afirmam algumas autoridades que a evolução dos seres humanos é altamente provável e teria ocorrência provável em qualquer planeta adequado do universo. Por exemplo, Dale Russell e Ron Sequin do Museu Nacional de Ciência Natural do Canadá propuseram que, se os dinossauros não tivessem sido extintos, há uma boa chance de que eles tivessem evoluído para formas humanóides répteis no presente.
Ademais, há aqueles que afirmam que o aparecimento dos seres humanos na terra é uma ocorrência do acaso. De acordo com esta visão, no começo do processo evolutivo não haveria nenhuma certeza de que criaturas humanas se desenvolveriam. Theodosius Dobzhansky, um teorista evolutivo líder, levanta esta questão: imagine um biólogo altamente competente que tenha vivido 50-60 milhões de anos atrás na época geológica chamada de Eoceno. Ele poderia ter predito que o homem evoluiria dos primatas primitivos em existência? Não muito provavelmente, de acordo com Dobzhansky que diz: “O homem tem 100.000 genes pelo menos, e talvez a metade deles (ou mais) mudou pelo menos uma vez desde o Eoceno. A probabilidade é, para todas as intenções e objetivos, zero que os mesmos 50.000 genes mudarão do mesmo modo e serão selecionados novamente na mesma seqüência como eles foram na história evolutiva de homem".
Por conseguinte, aqui temos dois pontos de vista completamente contraditórios sobre a evolução. Ambos não podem estar certos. Um afirma que a evolução é determinada; o outro diz que ela procede de uma maneira que jamais pode ser duplicada. Portanto, parece que a teoria evolutiva não fornece uma estrutura muito consistente para se decidir até mesmo as perguntas mais básicas.
Um outro exemplo de como a teoria da evolução falha para predizer resultados específicos é encontrado nos trabalhos do proeminente teorista evolucionista neo-darwiniano John Maynard Smith. “Suponha”, ele escreve, “que num determinado momento 200 milhões de anos atrás, durante a idade dos répteis, tenha acontecido algum evento que dobrou a taxa de mutação dos genes em todos os organismos existentes; temos que supor que, por alguma razão, as taxas não retornaram aos seus níveis originais. Quais teriam sido as conseqüências? Teria a extinção dos dinossauros, a origem dos mamíferos, dos macacos, e do homem acontecido mais cedo, de forma que o estado presente tenha sido alcançado em apenas 100 milhões de anos? Ou a taxa de evolução teria permanecido a mesma? Poderia ser mais lento? A resposta é que nós não sabemos”.
Para apreciar a importância da declaração anterior, consideremos a ciência da balística. Se com base na balística, um oficial de artilharia não pudesse dizer aos seus comandantes o que aconteceria se ele dobrasse a quantidade de explosivo utilizado para explodir as ogivas, então teríamos que concluir que aquele tipo de balística não merece ser chamada de uma ciência. Pela mesma lógica, as teorias atuais da evolução têm definitivamente suas falhas, como teorias.
Na realidade, teríamos que afirmar que não é tanto uma questão de se ou não uma teoria particular da evolução está correta, mas se existe uma teoria de fato.

Um motor celular

As dificuldades que se apresentam diante de uma teoria da evolução podem ser vistas mais claramente quando consideramos um exemplo concreto como os motores celulares na bactéria E. coli. Esta criatura unicelular possui flagelos (fibras em forma de saca-rolhas) movida por motores rotativos construídos em sua parede celular. A rotação dos flagelos impele a E. coli pela água, igual à hélice de um navio, e através da operação destes motores para frente ou para trás, a bactéria pode se guiar para seu destino desejado.
Agora, suponhamos que possamos imaginar uma bactéria sem este aparato. A pergunta é esta: por quais etapas evolutivas poderíamos chegar até uma bactéria com os motores celulares? Qual é a seqüência das fases intermediárias? A exigência é que cada etapa teria que conferir um pouco de vantagem definida à bactéria em relação à etapa anterior. Caso contrário, as alterações não podem ser atribuídas à seleção natural, a qual, se enuncia, governa o processo da evolução.
Foi determinado que 20 genes governam a estrutura dos motores. Isso significa que o desenvolvimento não pôde ter ocorrido todo de uma vez por causa de uma única mutação. Uma alternativa é que as alterações sucessivas tenham ocorrido gradualmente por mutações genéticas aleatórias que afetam um pequeno número de genes. Mas se você adquire apenas parte de um motor, como esta poderia possivelmente beneficiar o organismo? Provavelmente, o tornaria menos apto para sobreviver porque estaria desperdiçando sua energia para produzir uma estrutura inútil. Assim, a seleção natural tenderia a evitar tal alteração.
Então, suponha que uma célula finalmente, de alguma maneira, tenha adquirido uma estrutura de motor executável, mas não tenha obtido o sistema sensorial necessário para controlar o motor. Logo, ela não poderia usar o motor corretamente, e assim o motor seria de nenhum valor. Por outro lado, o aparelho sensorial seria inútil sem o motor. O que isto significa é que o aparelho sensorial e os motores deveriam se desenvolver simultaneamente, o que complica enormemente o assunto inteiro.
Em essência, o problema é este: o motor envolve claramente um grande número de componentes que interagem, e para todo o motor funcionar, todos os componentes têm que estar presentes juntos arranjados do jeito certo. É muito difícil se imaginar como você poderia produzir tal mecanismo complexo, a menos que você pudesse repentinamente reunir todos os componentes. Os teoristas evolucionistas modernos não têm nenhuma explicação adequada. Mas um planejador inteligente poderia fazer isto, porque a mente pode ir de uma idéia para com um projeto de funcionamento, através de um processo de raciocínio, no qual as fases intermediárias não têm que sobreviver em algum ambiente natural. Se um projetista quisesse construir um motor molecular, ele poderia pensar nisto e poderia propor um plano, lentamente ou depressa. É possível se conjeturar esta possibilidade, mas é difícil se imaginar que ele poderia acontecer por um processo natural cego.
O exemplo do motor da E. coli não é de forma alguma único. Há inumeráveis outros exemplos de forma complexa que varia desde maquinaria molecular sofisticada em células até sistemas de órgão notavelmente desenvolvidos em espécies superiores de vida. O problema da origem de tais estruturas é universal e permanece não solucionado por teoristas da evolução. Na realidade, como a maioria das estruturas nos organismos superiores é mais complexa que o simples exemplo da E. coli que acabamos de considerar, antecipamos que uma tentativa honesta para explicar sua origem envolverá correspondentemente maiores dificuldades.
A recém-desenvolvida ciência da biologia molecular fez a tarefa do teorista da evolução muito mais difícil. Os seguidores da teoria darwinian clássica pensam na evolução em termos do que nós poderíamos chamar de deformação plástica. Eles tendem a imaginar um organismo como um modelo plástico e, por exemplo, suponha que se pudesse alterar gradualmente a forma plástica de um macaco até que ele, através de etapas, chegasse a assumir a aparência de um homem. A maioria das pessoas ainda vê a evolução deste modo simplista.
Mas os organismos não são modelos plásticos. Os corpos físicos são máquinas moleculares extremamente complexas, cujo funcionamento é mais complicado que qualquer máquina de fabricação humana. Assim, é praticamente impossível ver como você pode transformar uma máquina em outro tipo de máquina por um processo de deformação plástica. Você pode fazer uso de uma ação mecânica em um carro e mudar um pouco sua forma, mas se você quer rearranjar os componentes interiores, isto é uma história completamente diferente. Por exemplo, é provável que um tipo novo de máquina requeira um conjunto novo completo de partes com um conjunto novo completo de inter-relações, e estas não podem ser produzidas por deformação contínua gradual das partes do motor original. Se você começar a puxar arames e estirar metal no motor e eixo do motor, é provável que a máquina se desmantele completamente.
Alguns evolucionistas sugeriram que as características que distinguem os seres humanos dos macacos podem ser simplesmente consideradas por um aumento no tamanho do cérebro. Este é outro caso de deformação plástica em operação — parece tão simples, exatamente como soprar num balão. Entretanto, estudos neurológicos do cérebro mostraram que ele não é só um caroço de massa cinzenta flexível – ele é composto de bilhões de neurônios interligados em circuitos complexos.
Assim passar de um cérebro de macaco para um cérebro humano não é tão fácil quanto explodir um balão. Significaria aumentar o número de neurônios e reestruturá-los para permitir o cérebro gerar tais funções humanas complexas como a fala. Uma criança humana, numa idade muito precoce, pode assimilar espontaneamente as estruturas simbólicas de comunicação processando um idioma falado. Macacos não podem fazê-lo. Isto levou os peritos em lingüística, como Naom Chomsky, a concluir que o cérebro tem um tipo de software gramatical programado no seu interior.
Levando-se a analogia do computador um pouco mais adiante, podemos entender que dobrar o tamanho de uma memória de computador e equipá-lo com um processador de 16 bits em vez de um processador de 8 bits não é suficiente para aumentar sua utilidade ao usuário. O que é realmente requerido é um novo software mais avançado, programas que permitirão o usuário tirar proveito da capacidade extra. O mesmo é verdade do cérebro humano — pode ser maior que aquele do macaco, mas a real diferença é a programação mais complicada que ele é capaz de rodar. A grande pergunta é como os programas novos são desenvolvidos. Uma coisa é certa: é difícil acrescentar capacidades radicalmente novas a um programa, modificando-o aleatoriamente, na esperança de que através de pequenas alterações graduais ele melhorará. É mais razoável e lógico supor que um processo de projetar e criar um sistema completamente novo de software é o que está realmente por trás da questão.
Um outro exemplo das dificuldades que se apresentam à teoria evolucionista pode ser encontrado no estatocisto de certas espécies de camarão. O estatocisto é um órgão pequeno, oco, cheio de fluido que ajuda o camarão a manter seu equilíbrio. Incrivelmente, sua função depende do camarão introduzir um grão de areia em seu interior por uma minúscula abertura. Por meio da pressão que o grão exerce nos sensíveis pêlos que revestem as paredes internas do estatocisto, o camarão pode distinguir entre subir e descer. É extremamente difícil se imaginar qualquer série de passos intermediários graduais que possam ter levado ao estatocisto e ao comportamento associado a ele.
A esta altura, quando ficou claro que uma explicação física da origem de estruturas complexas está fora de alcance, alguns cientistas tentam poupar a teoria da evolução apelando para a aleatoriedade. Embora tenhamos discutimos este tópico antes neste artigo, a apelação para o acaso é tão comum na ciência que sentimos importante dispersar novamente algumas das errôneas concepções associadas a ela. Os cientistas que fazem esta apelação propõem que, de alguma maneira ou de outra, tudo se junta da maneira certa por casualidade. Mas isto envolve uma séria má concepção. O acaso só é significante quando você puder repetir um evento e observar padrões estatísticos nos resultados.
Por exemplo, imagine que você foi a primeira pessoa a jogar uma moeda. Se você só pôde jogá-la apenas uma vez, você realmente não pôde tirar nenhuma conclusão sobre as chances de caras aparecerem em lugar de coroas. Até mesmo se você a jogasse cinco vezes, um padrão poderia não emergir — poderia aparecer caras todas as cinco vezes. Todavia se você a jogar diversas centenas de vezes, você está justificado em fazer declarações de probabilidade sobre o evento.
Agora como tudo isso se relaciona com a evolução? Está claro que a origem de uma espécie não é algo que possa ser observada repetidamente. Contudo, como notamos anteriormente, o teorista da evolução Theodosius Dobzhansky declarou que há quase possibilidade zero da evolução humana ser repetida. Em geral, quando os teóricos evolutivos evocam a aleatoriedade eles estão falando sobre probabilidades tão pequenas que você não esperaria que eventos com tais probabilidades acontecessem, até mesmo uma vez no curso de um período de tempo bilhões de vezes mais longo que a idade aceita do universo. (Veja A vida poderia surgir da causalidade? )
Assim, considerando eventos evolutivos que são propensos a acontecer apenas uma vez em centenas de bilhões (ou mesmo trilhões) de tentativas, se torna inútil falar deles em termos de acaso. Seria significativo se você pudesse repetir os eventos muitas centenas de bilhões de vezes, mas nós estamos lidando com eventos que historicamente é suposto ter acontecido apenas uma vez. Então, se os cientistas não puderem oferecer nenhuma explicação física aceitável da origem das estruturas físicas complexas de um organismo, pode-se concluir que estas estruturas se tornam simplesmente eventos únicos. Nós não podemos dizer nada preciso sobre a origem deles. Tudo que podemos dizer é que eles existem.
Alguns evolucionistas já foram forçados a tirar conclusões similares. George Gaylord Simpson, um dos decanos da moderna teoria da evolução, diz no seu livro Esta visão da vida: “Os fatores que determinaram o aparecimento do homem foram tão extremamente especiais, tão contínuo ao longo do tempo, tão inacreditavelmente complicado que eu quase não pude indicá-los aqui. Realmente, eles estão longe serem conhecidos, e tudo o que nós aprendemos parece torná-los até mesmo mais incrivelmente sem igual".

A evidência apóia o modelo do design?

Nesta altura, é seguro afirmar que as leis da física não respondem completamente pela evolução como está sendo atualmente proposto. Entretanto, a idéia da evolução está tão completamente embutida nas mentes das pessoas que é difícil elas considerarem explicações alternativas de forma objetiva. Na maioria das vezes, é o caso da teoria determinar como a evidência é vista em lugar de vice-versa.
Aqui estão alguns exemplos comuns de evidência que as pessoas, sem uma análise crítica, supõem que dão suporte à idéia da evolução: o fato de que criaturas de espécies diferentes ter partes físicas similares; o fato de que criaturas de estrutura similar ter conteúdo genético similar; o fato de que algumas criaturas ter o que parece ser vestígios de órgãos ou estruturas que foram mais completamente desenvolvidos ou úteis nos seus presumidos antepassados; o fato de que criadores de plantas e animais terem conseguido modificar espécies até certo ponto; e o fato de que as características observadas dos organismos às vezes parecem contradizer o que seria esperado de um criador inteligente. No entanto, as linhas de argumentação que derivam destas evidências até uma conclusão exclusiva da evolução são fracas, e é bastante possível que outras explicações possam se ajustar melhor aos fatos.
Partes físicas similares em espécies diferentes poderiam sugerir alguma ascendência comum, mas um criador inteligente também poderia usar partes similares na construção de formas físicas únicas. Na realidade, isso seria mais eficiente que projetar partes completamente novas para cada espécie. Quando os engenheiros humanos desenvolvem um modelo novo de aeronave a jato, eles fazem uso de estruturas já projetadas e testadas em aeronaves anteriores. Assim, por que deveria um superinteligente projetista de organismos agir de um modo menos eficiente?
Em anos recentes, os geneticistas descobriram que em espécies de forma similar, o DNA e outras proteínas têm estruturas moleculares similares. Por conseguinte, da mesma maneira que os evolucionistas deduziram relações ancestrais entre as espécies a partir das semelhanças nas formas físicas, agora alguns deles deduzem tais relações a partir das semelhanças genéticas. Entretanto, não é muito surpreendente que espécies similares tenham materiais genéticos similares. Contudo, o ponto principal é que tais semelhanças não mostram nada definido como os organismos se originaram e não podem ser usadas como prova da evolução darwiniana. Se um projetista inteligente tivesse produzido variedades de organismos com certas semelhanças estruturais, também esperaríamos ver relações moleculares paralelas. Em um dos seus recentes livros, o proeminente astrofísico Sir Fred Hoyle reproduziu um quadro que pretende mostrar as relações evolutivas entre as espécies com base em estudos moleculares. Ele observou: “Entretanto, não se deve ser enganado pela elegância deste resultado em pensar que [o quadro] prova a existência de uma árvore evolucionária. O que ele mostra é que, caso existisse uma árvore, então esta seria sua forma.”
Pode ser razoavelmente discutido que órgãos vestigiais podem ser o resultado de projeto em lugar de evolução. É dito que o embrião da baleia baleen, por exemplo, possui o que parece ser dentes vestigiais. No processo de desenvolvimento embrionário, estes são reabsorvidos e substituídos na forma adulta por baleen (longas estruturas com franjas na boca da baleia usadas para puxar minúsculos organismos da água do mar para alimento). Os evolucionistas entendem que os dentes vestigiais são evidência de que a baleia baleen evoluiu de uma espécie de baleia que tinha dentes.
Mas há uma outra possível explicação. Vamos supor que um criador inteligente tivesse desejado projetar um grande número de formas similares à baleia do modo mais eficiente. Ele poderia começar com a codificação genética para um plano físico básico que incluísse os dentes. Quando ele chegasse ao plano para o corpo da baleia baleen, ele poderia alterar os genes para suprimir o crescimento de dentes e adicionar informação genética para causar o crescimento dos puxadores da baleen. Nesta versão, você esperaria também ver dentes embrionários. Em última análise, a hipótese de desígnio é tão razoável quanto a hipótese evolutiva, e talvez até mais, porque os evolucionistas não dispõem de uma explicação passo-a-passo para a origem da baleen. Eles só podem afirmar que aconteceu por um tipo de mágica evolutiva. Apesar de tudo isso, eles rejeitam completamente qualquer argumento a favor do desígnio, uma possibilidade que eles recusam considerar porque viola sua convicção não comprovada de que tudo no universo pode ser explicado por leis físicas e processos sem ajuda.
Desde a época de Darwin, as alterações resultantes do cruzamento têm sido propostas como evidência para a evolução. Se o homem pode produzir alterações limitadas em plantas e animais em algumas poucas gerações, então apenas imagine as possibilidades de alteração ao longo do curso de milhões de anos. Assim segue o raciocínio.
Não obstante, a evolução por seleção natural e as alterações induzidas em plantas e animais por meio de cruzamento não são de forma alguma comparáveis. No cruzamento, há uma deliberada intenção de obter resultados específicos — uma maçã maior, uma vaca que produza mais leite — mas no processo da seleção natural não há nenhum plano diretor inteligente. E na ausência de tal plano, como você alcança os resultados? Como sabemos sem dúvida que a seleção natural na verdade canalizará um processo evolutivo numa direção de alteração progressiva para espécies altamente desenvolvidas?
Ela bem poderia da mesma maneira tender a simplificar o plano físico tanto quanto possível, porque isso seria mais econômico e assim de maior benefício para o organismo. Entretanto, no momento, não temos nenhum meio de saber qual direção a seleção natural favorecerá – exceto as afirmações dos evolucionistas. Tudo o que eles dizem sobre a seleção natural vem depois do fato. Por que elefantes têm tais orelhas grandes? Porque elas lhes deram uma vantagem seletiva, eles dizem. Qual é o próximo passo para os elefantes? Eles não podem nem mesmo fornecer uma sugestão.
Pode ser admitido que a seleção natural eliminará os indivíduos de uma espécie que são incapazes de sobreviver, mas não há nenhuma prova de que a morte do incapaz resultará na espécie inteira se transformando gradualmente em uma outra. E mesmo se as espécies se transformassem, como sabemos que a seleção natural não levaria inevitavelmente a espécies com eficiência energética — lentas e rasteiras com conchas grandes e grossas, como as tartarugas? É suposto que a seleção natural selecione as características que são o melhor para a sobrevivência, mas qualquer evolucionista pode especificar o que é vantajoso para a sobrevivência? Por que o rádio não evoluiu em descendentes anfíbios de enguias elétricas? Eles certamente teriam o equipamento básico para isto, e parece que aquele conferiria muitas vantagens.
Similarmente, toda evidência disponível mostra que há limites para as alterações que podem ser provocadas através do cruzamento. O notável botânico americano Luther Burbank declarou: “Sei de experiência que eu posso desenvolver uma ameixa de meia polegada de comprimento ou de duas e meia polegadas, com todos os possíveis comprimentos intermediários, mas estou disposto a admitir que é loucura tentar obter uma ameixa do tamanho de uma ervilha pequena, ou uma tão grande quanto uma toronja. Eu tenho rosas que florescem muito bem continuamente durante seis meses do ano, mas não tenho nenhuma que florescerá doze, e eu não a terei. Em resumo, há limites para o desenvolvimento possível.” Este duro fato acerca do cruzamento não foi alvissareiro para a evolução, porque se há limites até onde você pode mudar uma espécie, não há nenhuma possibilidade de que você possa adquirir a evolução de espécies novas.
O processo do cruzamento é algo como esticar uma faixa de borracha. Ela só estica até certo ponto — e então ou quebra ou volta para trás. Por exemplo, durante o século dezenove, coelhos domesticados foram trazidos para a Austrália, onde não havia nenhum coelho nativo. Quando alguns destes coelhos domesticados escaparam, eles cruzaram livremente entre si, e muito depressa seus descendentes reverteram ao tipo selvagem original.
Ernst Mayr de Harvard, um dos mais proeminentes defensores da evolução, se deparou com o mesmo problema nas suas próprias experiências com moscas-das-frutas. Ele tentou diminuir e aumentar as cerdas nos corpos das moscas. A média é de 36, e ele as adquiriu até 56, mas àquele ponto as moscas começaram a desaparecer. Ele também criou até 25 cerdas, mas depois que lhes permitiu voltar ao cruzamento não seletivo, elas retornaram à média dentro de cinco anos. Estes resultados revelam uma característica anti-evolutiva principal das espécies: quando as alterações são forçadas além de certo limite, os membros de uma espécie ficarão estéreis e desaparecerão ou então reverterão à sua forma padrão.
O zoologista francês Pierre-P. Grassi mostra em seu livro Evolução dos organismos vivos: “As alterações provocadas na ação genética [cruzamento] afetam as aparências muito mais que as estruturas e funções fundamentais. Apesar da intensa pressão aplicada pela seleção artificial (eliminando qualquer ascendente que não responda ao critério de escolha) em milênios inteiros, nenhuma nova espécie é criada (...) Dez mil anos de mutações, mestiçagem, e seleção misturaram a herança das espécies caninas de inumeráveis modos sem fazê-las perder sua unidade química e citológica [celular]. O mesmo é observado em todos os animais domésticos: o boi (pelo menos 4.000 de idade), o falcão (4.000), a ovelha (6.000), etc.”
Em resumo, pode ser possível induzir alterações na forma existente por meio do cruzamento (fazendo a criatura menor ou maior, por exemplo), mas não parece possível gerar estruturas complexas completamente novas no organismo deste modo. Se isto não pode acontecer pelos esforços conscientes do homem, por que deveríamos presumir que poderia acontecer através de processos naturais cegos?
O próprio Darwin admitiu a dificuldade de justificar a forma complexa em Origem das espécies: “Supor que o olho com todas suas engenhosidades inimitáveis para ajustar o foco a diferentes distâncias, para admitir diferentes quantidades de luz, e para a correção de aberração esférica e cromática, pudesse ter sido formado através da seleção natural, parece, eu confesso livremente, absurdo no grau mais elevado”.
Darwin então continua a sugerir de um modo extremamente delineado que você pode ter uma seqüência de alterações graduais lhe levando de um ponto sensível à luz, em alguma criatura primitiva, ao olho de um mamífero. No entanto, este tipo de toque da varinha mágica não será satisfatório. A verdadeira ciência exigiria descrições detalhadas de como exatamente cada fase de transição seria formada. Para pôr o assunto na perspectiva apropriada, seria como ir de um projetor de slides até uma televisão colorida meramente por modificações sucessivas de projeto. Se alguém fosse reivindicar que isto era possível, ele deveria poder nos fornecer desenhos esquemáticos e modelos de trabalho. Porém, nada que se aproxime disto foi ainda oferecido em defesa das reivindicações da evolução de formas complexas nos organismos vivos.
Como temos muitas vezes sugerido, isto deixa aberta o possibilidade de um projetista inteligente. Entretanto, muitos evolucionistas sentem que o modo particular em que os organismos estão estruturados excluem um tal um projetista inteligente. O paleontólogo de Harvard Stephen J. Gould escreve: “Arranjos insólitos e soluções engraçadas são a prova da evolução — caminhos que um Deus sensato nunca trilharia". Como um exemplo, ele cita o dedo polegar do Panda. "O urso Panda tem um polegar que pode ser usado para agarrar os brotos de bambu que formam o esteio de sua dieta. Entretanto, este dedo polegar não é nenhum dos cinco dedos da pata do mamífero normal. Ao contrário, este dígito extra é construído a partir de um osso modificado do pulso, com rearranjo apropriado da musculatura".
Em essência, reivindica Gould: “Deus não teria feito daquela forma. Então, deve ter acontecido através da evolução.” Mas este raciocínio teológico negativo é inválido por muitas razões. O primeiro ponto é que é impróprio para os evolucionistas introduzirem em seu favor um conceito que eles excluíram completamente da sua realidade — isto é, Deus. Em segundo lugar, poderíamos perguntar de onde eles obtiveram tal informação explícita de como Deus iria ou não criar as coisas se Ele existisse? Como eles sabem que Ele não poderia produzir características novas em organismos modificando as existentes?
No caso do dedo polegar do Panda, notamos que embora Gould rejeite o desígnio de Deus como uma explicação, ele não fornece uma explicação adequada através de processos evolutivos. Ele simplesmente declara que uma única alteração em um gene regulador que controla a ação de muitos genes estruturais foi responsável pelo desenvolvimento complexo inteiro de osso e músculo. Mas ele não especifica qual gene regulador mudou, nem ele explica como uma alteração no gene regulador orquestraria esta transformação notável. Ele oferece nada além de uma explicação da varinha mágica.
Os evolucionistas não têm mostrado conclusivamente que um processo evolutivo, guiado unicamente pelas leis físicas, acontece na verdade. Eles não têm nenhuma teoria real, apenas especulações vagas apoiadas por argumentos imperfeitos. Quando se deparam com desígnio como um fator responsável pela origem dos organismos complexos, eles freqüentemente apresentam conceitos simplistas estereotípicos de Deus como um homem de palha a ser derrubado. Admitir qualquer causa diferente das causas físicas seria admitir o fracasso da estratégia básica da ciência moderna para compreender a realidade, uma estratégia que resultou em um radical estreitamento de opções intelectuais. Não obstante, há evidência suficiente para sugerir que a idéia de um projetista inteligente de organismos complexos não deveria ser rejeitada. Isto sugere uma estratégia inteiramente nova de abordar as questões científicas. Se um projetista inteligente existir, então poderia ser possível se obter desta fonte informação precisa sobre a origem real das espécies.

REFERÊNCIAS 1. Charles Darwin, Sobre A Origem Das Espécies (Nova Iorque: Atheneum, 1972), pág. 184. 2. Charles Darwin, A Origem Das Espécies (Nova Iorque: Nova Biblioteca Americana, 1964), pág. 306. 3. Niles Eldredge, O Negócio Do Macaco (Nova Iorque: Washington Quadrado Imprensa, 1982), pp. 31--32. 4. Niles Eldredge, O Negócio Do Macaco, pp. 36, 41. 5. Niles Eldredge e Ian Tattersall, “Pessoas do futuro”, Ciência 83 (1983 de março), pág. 74. 6. Theodosius Dobzhansky, Evolução Darwiniana E O Problema Da Vida Extraterrestre, Perspectivas em Biologia e Medicina, Vol. 15, não. 2 (inverno 1972), pág. 173. 7. John Maynard Smith, As Limitações Da Teoria Evolucionária, A Enciclopédia de Ignorância, ed. Ronald Duncan e Miranda Weston-Smith (Nova Iorque: Livros de bolso, 1977), pág. 237. 8. Howard C. Berg, Como As Bactérias Nadam, o americano Científico, (1975 de agosto), pp. 36--44. 9. Wolfgang von Buddenbrock, Os Sentidos (Ann Arbor: Universidade de Imprensa de Michigan, 1958J pp. 138--141. 10. George Gaylord Simpson, Esta Vista De Vida (Nova Iorque: Harcourt, Suporte, Mundo, Inc., 1964), pág. 268. 11. Senhor Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe, Evolução De Espaço (N.Y: o Simon e Schuster, 1981), pág. 84. 12. Macbeth Normando, Darwin Retried (Boston: Gambito, 197 1), pág. 36. 13. Pierre-P. Grasse, Evolução De Organismos Vivos (Nova Iorque: Imprensa acadêmica, 1977), pág. 124. 14. Francis Hitching, O Pescoço Da Girafa (Nova Iorque: Biblioteca americana nova, 1982), pág. 41. 15. Pierre-P. Grasse, Evolução De Organismos Vivos, pág. 125. 16. Charles Darwin, A Origem Das Espécies, (Nova Iorque: Biblioteca americana nova, 1964), pág. 168. 17. Stephen Jay Gould, O Polegar Do Panda (Nova Iorque: W, W. Norton Cia., 1980), pp. 20--21.

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